sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

aos olhos de quem vê, o medo de quem sente

de dentro do carro branco ele contava as notas .
uma . duas. três vezes . 
cem . trezentos . quinhentos . mil . cinco  mil . isso!  cinco mil talvez seria a quantia . . .
cinco mil em notas de cem 
tão azuis e tão raras de se ver .

contou novamente . precisou da calculadora . talvez calculasse quanto sobraria depois de pagar as contas . 
olhou para os lados . baixou o vidro do carro . fazia muito calor . arrependeu-se e levantou o vidro novamente . olhou para os lados
o calor não poderia ser mais forte que o medo que sentia.

dinheiro azul assim tão raro . causa medo

contou tudo outra vez e passou a separar as notas em pequenas quantidades e em dobras. muitas dobras!
tinha o desejo de que ficassem praticamente invisíveis . mas que não perdessem o valor.
dobrou . dobrou e dobrou . dividiu em algumas quantidades e destinos: algumas na pasta . outras na carteira . outras no bolso da calça . 

coçou a cabeça . olhou o relógio . ainda conseguiria encontrar o banco aberto . 
olhou para os lados . meio preocupado . pensava em sair .
fechou bem a carteira . fechou bem a pasta . segurava igualmente firme os dois objetos . sinônimos de zelo e preocupação . olhou para os lados e abriu a porta .

iria ao banco ? pagaria contas? emprestaria o dinheiro? trocaria de carro? compraria um presente para a esposa? ou a amante é mais exigente?
talvez o dinheiro estaria destinado a tudo isso . ou talvez a nada .

girou a chave . acionou o alarme . era  o próprio retrato da preocupação e do medo . a quantidade de cabelos grisalhos na cabeça deve ter duplicado depois da tarde quente . 

olhou para o lado direito . lado esquerdo . direito outra vez e por fim olhou pra trás.

só esqueceu-se de olhar pra cima . 


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

pra você...

que seja tão intenso enquanto dure...

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

satolep ao inverso

porto alegre é um forno . carnaval chegando .

e eu tentando compreender a Estética do Frio, do Ramil.

em boa companhia.

ela anda mais contente . sabia que ia demorar um pouco mas acabou conseguindo . mesmo que por vezes insista em perceber algumas diferenças, esquece logo que vê o sorriso. está tentando não se preocupar com o que andam pensando por aí . e acho até que faz bem . o que de verdade importa agora pra ela é rir um pouco . dar um abraço e continuar comendo bem. entre a comida uruguaia . a italiana e a árabe . ela fica com as três e a boa companhia . . .

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

só isso.


jornais não lidos por dia .  
todos os dias da semana .
durante dias seguidos. . . 

resultado? uma pilha de notícias velhas.

jornal de ontem só serve pra enrolar peixe.


pra não reclamar da vida...


A propósito: quem tem um labrador em casa, nunca se sente sozinho...




segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

volver!

e eu que achava que ia ser dificil . dolorido . chato . desagrável...

que nada!

voltar quando a gente gosta é sempre é bom . deixar de lado os aborrecimentos e ganhar ânimo pra imaginar que tudo . desta vez . vai ser diferente . . .

sábado, 14 de fevereiro de 2009

aquarius!

seja lá o que isso significa, alguns dizem que ela começou hoje pela manhã!


Tempo Rei!

Minha preferida dele!

"Não se iludam
Não me iludo
Tudo agora mesmo
Pode estar por um segundo..."




sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

en el jueves...

uma noite . algumas cervejas . cigarros e a leveza no ar.

é sempre assim quando encontro com elas.

me sinto leve, tranquila, em casa, progedida...

nossas conversas não seguem ordem e há de tudo ao mesmo tempo. tem espaço pro tímpano perfurado, o trabalho dobrado e os dilemas com os namorados...

poucas horas mas que sempre valem por muitas!


a foto é véia, mas vale

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

sem nada mais ...

férias, televisão e um palpite:
o gaúcho vai ganhar!

domingo, 1 de fevereiro de 2009

tem mola!

"Em todo caso, há situações de tal modo absurdas que não se pode censurar a ninguém. um instante de desconforto total, um segundo em que tudo dentro de nós pede socorro, ainda que saibamos que logo a seguir a mola pisada, violentada, se vai distender vibrante e verticalmente afirmar. Nesse momento veloz tocara-se o fundo do poço"

Saramago - A Bagagem do Viajante

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