quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

lá vou eu II...

Parece que foi ontem que resolvi abrir uma conta no blogspot pra criar um blog. O que era pra ser um relato de uma viagem - e foi por curtíssimo tempo - foi virando um espaço de registro de pensamentos, de músicas, de compartilhar sentimentos e emoções com os amigos e com os não tão amigos que por aqui passaram. . .

Foi em agosto de 2007 que ainda lá em Barcelona inventei de criar o nemcanetanempapel. De lá pra cá ele virou tudo e nada ... e já cansou. esgotou.

dois anos e meio e eu eu já não sei mais o que esse blog é. e já nem quero mais saber.

. 2010 é meu ano de conclusão de curso, de banca, de preparar a formatura, de procurar um novo curso, uma nova casa, de arrumar a mochila e de pensar em viagem, passagem, visto e de bye bye brasil outra vez . . .

2010. é hora de passar um risco : hora do blog mudar de casa, de nome, de formato...

tchau 2009, tchau nemcanetanempapel!
Valeu a todos que por aqui passaram.


vale. venga. adéu

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

There Is A Light That Never Goes Out



"E se um ônibus de dois andares
Batesse em nós
Morrer ao seu lado
Que jeito divino de morrer
E se um caminhão de dez toneladas
Matasse a nós dois
Morrer ao seu lado
Bem, o prazer e o privilégio seriam meus"

http://www.youtube.com/watch?v=9IltBcAmE9E

domingo, 13 de dezembro de 2009

RELUZENTE

O barulho da televisão tomou conta da cozinha. Aquele barulho ensurdecedor. Não lembro bem por quanto tempo ouvimos aquela coisa irritante, aquele barulho todo, mas foi o suficiente pra me dar conta que a testa do pai foi ficando cada vez mais franzida. A mãe não deu bola, continuou mastigando a beterraba sem vinagre jogando-a de um lado para outro da boca. O barulho podia lhe causar certo incômodo, mas sentir que o pai franzia cada vez mais a testa diante da sua passividade sobre o chiado da televisão lhe dava uma sensação de prazer indescritível que a impedia de mexer os quadris magros pra levantar da cadeira.


Eu permanecia ali de pé em frente ao fogão com o prato branco na mão e contemplava aquela costela de boi que reluzia na panela de alumínio. Um punhado de arroz acomodado no prato. Já conseguia sentir antecipadamente o gosto daquela carne adentrando minha boca úmida de saliva. Nunca contei meu segredo ao pai, mas a costela que ele fritava na panela era infinitamente melhor do que suas tentativas de assá-la na brasa. Nunca contei a ele com a intenção de não ferir seu orgulho masculino e desfazer sua teoria de que panelas eram para as mulheres e a churrasqueira para os homens.


O barulho continuava vindo da televisão e então arrepiei. Nunca imaginei que um chiado na televisão causasse arrepio. Já havia sentido arrepio pelo calor. Pelo frio. Pelo vento gelado que entrava por debaixo do meu vestido. Pela colher na leiteira e, claro, sem falar em todos aqueles arrepios quando o Thomas inventava de meter a língua molhada dentro da minha orelha.
Mas não era hora de pensar no Thomas. Tampouco nos arrepios. Muito menos na língua molhada dentro da orelha.


O irmão mais novo teve que levantar da cadeira jogando os talheres no prato com a raiva de quem há meses reclama por uma televisão nova. A essas alturas a testa do pai já parecia uma laranja completamente murcha e ele tratava de empurrar o prato e buscar com os pés os chinelos debaixo da cadeira e, evitando o contato visual com a mãe, já se levantava com a fome devidamente perdida.


a mãe finalmente engoliu a beterraba sem vinagre.


E então “Tenham todos um ótimo final de semana” foi o que deu pra ouvir saindo da boca da apresentadora do telejornal quando o irmão mais novo deu um tapa com toda força em cima da televisão.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

fragmento

sabe se lá deos porque um fragmento desta música que eu cantava quando tinha 6 anos com meu pai veio na cabeça agora.

"Um tombo
do lombo
é um rombo
no chão.
Eu caio,
mas saio
com a crina na mão."

(Ascensão e Queda de um Gigante - Paixão Côrtes)

meu inconsciente me assusta muito. às vezes.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

apenas



Pra aqueles dias em que o que nos resta é apenas deixar o amor transbordar . . .

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

. . .


"Já não sinto amor, nem dor, já não sinto nada
Socorro, alguém me dê um coração
Que esse já não bate, nem apanha
Por favor, uma emoção pequena
Qualquer coisa
Qualquer coisa que se sinta
Em tantos sentimentos
Deve ter algum que sirva"

socorro

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

02.12.09

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

meu coração é novo . . .

estranha, pesada, carregada
noite quente de primavera que mais parecia o pico do verão.
queriam esquecer problemas e tentar resolver outros tantos...
de repente ele lembra do beto guedes. e das noitas em que cantavam a mesma música 15 vezes . ou mais.
sentiu arrepio.

ela lembrou de outra canção e ficou feliz em compartilhar já que imaginava que, no mundo, só ela conhecia e gostava de cantar alto.
juntos lembraram de clube da esquina e se divertiram por 3 segundos com a presença de palco do lô borges.

mas não teve jeito. A noite, aquela noite quente, era do beto guedes, mesmo que com os paralamas...

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